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Washington Olivetto: sem coragem e alguma dose de atrevimento, não se chega lá

Postado por Lucas Leonardo

O publicitário mais premiado do país e responsável pelo prestígio internacional da propaganda brasileira mostra um vigor incomparável quando o assunto é trabalho. Aos 59 anos, sendo 41 deles dedicado à publicidade, Washington Olivetto carrega na bagagem o orgulho de ter ajudado a construir a imagem e o reconhecimento de grandes marcas brasileiras.

Mas, engana-se profundamente que o fruto dessa conquista vem somente do seu talento. Adaptação, visão macro, sensibilidade, liderança e uma profunda facilidade para trabalhar em equipe, fizeram de Olivetto um marco da propaganda, considerado o publicitário do século pela Associação Latino-Americana de Publicidade.

Em uma conversa com a Revista Administradores, Washington Olivetto falou da sua trajetória, analisou as características de um bom profissional, a adaptação da publicidade aos novos veículos digitais e o que as empresas precisam aprender na hora de divulgar seus produtos.

Na época da W/Brasil, graças a sua competência e criatividade, a agência tornou-se uma das mais premiadas do mundo. Foram centenas de prêmios, Leões no Festival de Cannes, entre outros. Qual o segredo de tanta inspiração?

Acredito que não existe um segredo. É o fenômeno de algum talento com muito trabalho. A verdade é que, quando você vê a peça publicitária brilhante, premiada e isso e aquilo, parece que há somente o mérito do criador, mas na verdade, existe toda uma equipe que trabalhou nessa história, sejam da área do planejamento, do atendimento ou da mídia. É a união de um grupo que conseguiu materializar isso. Temos conseguido fazer muitos trabalhos assim, por causa da nossa obsessão pela cultura popular brasileira. Nossas campanhas têm forte obsessão pelo nosso país. Isso faz com que elas sejam tão conhecidas e premiadas.

A entrada na sua primeira agência foi um tanto curiosa. O pneu do seu carro furou em frente ao trabalho? Como foi bem essa história?

Essa história é bem do início da minha vida profissional. Eu estava indo para a faculdade que estudava, furou o pneu do carro e vi uma agência de publicidade do outro lado da rua e resolvi, ao invés de trocar o pneu, pedir um estagio. Aí, eu formulei uma frase para o dono da agência dizendo “eu estou aqui por causa do pneu furado e isso é uma grande oportunidade para você, porque o pneu não fura duas vezes na mesma rua”. Ele gostou do jeito que falei e acabou me dando o estágio.

Você ganhou um Leão de Bronze no Festival de Cannes antes de completar um ano de trabalho. Mostrou talento e soube administrá-lo positivamente para crescer profissionalmente. Mas e hoje? Como você avalia essa nova geração de talentos? Muitos falam que eles estão mais dinâmicos, porém rebeldes. Você nota isso?

Não, ao contrário. O novo talento realimenta o já existente e o já existente adestra o novo talento, então as duas coisas convivem excepcionalmente bem. Inclusive, na publicidade, tem surgido talentos numa quantidade maior até de quando eu comecei, pois a área esta mais exposta e desejeda pelo jovem estudante, então, surgem mais talentos, mas em compensação, a competição fica ainda maior.

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Categorias: Carreira e RH

Lucas Leonardo

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